23 março 2010

Marquês de Pombal

Oriundo da pequena nobreza, Sebastião José de Carvalho e Mello (1699 - 1782) foi a personalidade mais emblemática e polémica do século XVIII português. Após exercer cargos diplomáticos em Londres e Viena, é convidade em 1750 para o governo de D. José I, onde acabou por ter mais poder que o próprio rei.

Nos 27 anos em que deteve o poder Pombal implementou um vasto conjunto de medidas, abrangendo as mais diversas áreas, como economia, as finanças, as instituições governativas, o ensino, entre outros.

(Biblioteca Joanina - continuação)

Exterior
Exteriormente assemelha-se a um vasto paralelepípedo, onde se salienta o portal nobre, de estilo barroco, encimado por um grande escudo nacional do tempo do monarca que a mandou construir (D. João V).

Interior
O andar nobre é, fundamentalmente, constituído por três grandes salas, comunicantes por arcos de estrutura indêntica à do portal. As paredes são cobertas por estantes de dois andares, de madeiras exóticas, douradas e policromadas, num conjunto de rara beleza e nível artístico.
Lateralmente, e em cada sala, abrem-se pequenas portas, comunicando com depósitos ou com gabinetes de leitura.
No piso inferior, a que se tem acesso através das Escadas de Minerva, há uma grande sala abobadada de tijolo, que se destinava a arrumos e depósitos de livros, funcionando hoje como sala de exposições.
Toda a sua arquitectura envolve o retreato de D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala funciona como "ponto de fuga" da Biblioteca. A dourada moldura da tela imita uma cortina que se abre para exibir, numa "esplendorosa composição alegórica", o rei.

Actualmente
A Joanina reune 70 mil volumes, a maior parte dos quais no andar nobre, o único dos três pisos do edifício aberto ao público. Aí se conservam os principais fundos de Livro Antigo (documentos até 1800) da Universidade.


Biblioteca Joanina


D. João V
D. João V, 25º rei de Portugal desde 1707, nasceu em Lisboa, no Palácio da Ribeira, a 22 de Outubro de 1689 e morreu em Lisboa a 31 de Julho de 1750.
Dotado de uma personalidade culta e forte, D. João V tornou o seu reinado culturalmente rico, benificiando dos rendimentos fornecidos pela descoberta das jazidas de ouro e diamantes do Brasil.
O nome do rei está ligado a reformas de ensino e de cultura das elites, sendo responsável do Real Convento de Mafra, da Real Academia Portuguesa de Históriam, da introdução da ópera italiana em Portugal e da fundação da Biblioteca Joanina no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Introdução
A construção da Biblioteca Joanina, ou Casa da Livraria, Começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728. Desconhece-se o autor do projecto, ma o arquitecto que o executou foi Gaspar Ferreira, que era então o mestre permanente das obras da Universidade, sendo o empreiteiro João Carlos, construtor conimbricense.

Casa de Sub Ripas



Construída no século XVI, divide-se em dois blocos: a Casa do Arco e a Casa de Torre. A construção não obedeceu a qualquer plano prévio, aproveitando as contruções pré-existentes.

Os principais motivos artísticos da Casa do Arco são a decoração naturalista manuelina, do seu portal e das janelas. O plano da Casa da Torre, nomeadamente o pátio, é já Renascentista. O seu principal motivo de interesse reside nas largas dezenas de baixos relevos que ostenta nas suas paredes exteriores.

Jardim da Manga


Nas traseiras do mosteiro de Santa Cruz situa-se o Jardim da Manga, construção renascentista anteriormente localizada no centro de um dos três claustros do mosteiro.

O conjunto é composto por um corpo central formado por uma cúpula com um lanternim assente sobre oito colunas e por quatro capelas.

É uma das principais fons uitae da arquitectura europeia.

Real Colégio das Artes


Em 1568, começou a construção do edifício, apesar de o colégio ter sido fundado vinte anos antes. Sofreu inúmeras alterações, tendo sido adaptado a Liceu e, em 1853, a hospital. Destacam-se alguns elementos artísticos de interesse, como o portal principal, a sul, barroco e datado de 1715 ou a capela barroca com uma série de pinturas alusivas a santos da Companhia de Jesus.

As instalações foram, novamente, alteradas aquando da grande reforma da Universidade levada a por Marquês de Pombala partir de 1772, por se encontrarem em mau estado de conservação e para as adaptar às novas exigências pedagógicas.

Museu Nacional Machado de Castro



Aqui residiram os bispos conimbricenses desde o séc. XII, época a que pertence uma porta da cerca privativa, de duplo arco ultrapassado e de evidente carácter mudéjar. Beneficiou de duas grandes reformas: uma durante o governo de D. Jorge de Almeida e outra no tempo de D. Afonso Castelo Branco, nos últimos anos do século de quinhentos e primeiros da centúria seguinte. São da iniciativa deste último prelado a porta principal do pátio, de estilo maneirista, a bela varanda de duplo andar que fecha este mesmo pátio do lado do rio.

Do Renascimento e da Época Manuelina são inúmeras as obras de valor.

O conjunto de pintura é de grande valia, destacando-se a quinhentista em que avultam os nomes dos conimbricenses Vicente Gil e Manuel Vicente.

As peças de ouriversaria situam-se cronologicamente entre os séculos XII e XIX.