04 maio 2010

Introdução

Os séculos XIX e XX trouxeram o desenvolvimento de povoações ao longo das margens do Mondego, através de um tráfego intenso, comercial, entre a foz e o interior, fazendo nascer portos fluviais. Coimbra desempenhou um papel fulcral na articulação litoral -interior, como paragem certa de mercadorias.
A cidade abre-se ao investimento privado dando lugar a um crescimento em altura e extensão, originando novos bairros nos subúrbios, correspondendo também a um certo progresso industrial e comercial, assim como, o aumento do nível médio de vida.

Séc. XIX e XX - Dados relativos à Demografia

Anos - Habitantes
1840 - 12 002
1841 - 11 937
1842 - 12 299
1843 - 12 307
1854 - 12 648
1863 - 17 840

27 abril 2010

Séc. XIX e XX - Cronologia

1858 - Antiga Rua de Coruche passa a ser designada de Rua Visconde da Luz
1867 - Inauguração do Mercado D. Pedro V na antiga horta de Santa Cruz
1873/1875 - Ponte metálica substitui a antiga ponte manuelina
1875 - Primeira fábrica de lanifícios
1876 - Companhia Edificadora e Industrial
1889 - Ramal da Estação Nova
1894 - Miranda (Massas Alimentícias)
1906/1907 - Banco de Portugal em Coimbra
1910 - Praça D. Luís passa a denominar-se Praça da República
1913 - Bolachas Triunfo sociedade de mercearias, Lda
1914/1918 - Monumento aos Mortos da Guerra
1926 - Inauguração do Hotel Astória
1927 - A Ideal (Malhas)
1935 - Edifício de Correios e Telégrafos
1951/1954 - Ponte Santa Clara inaugurada a 30 de Outubro

23 março 2010

Jardim Botânico


O Jardim Botânico de Coimbra é um dos mais ricos em espécies exóticas de todo o Mundo. A sua fundação deve-se a Marquês de Pombal e constituiu uma das etapas da modernização da Universidade.
No ano de 1773 foi escolhido o lugar pelo arquitecto Elsden. A sua entrada nobre situa-se junto dos arcos do Aqueduto, tendo sido construída em 1843. Junto a esta entrada foi colocada uma estátua, do escultor Soares dos Reis, evocativa ao Dr. Avelar Brotero, notável botânico.

Edifício de Museu de História Natural

O Museu de História Natural ocupa parte do antigo Colégio das Onze Mil Virgens, que pertencia à Companhia de Jesus, ficando vago em 1759, após a expulsão da ordem do país. Em 1772, D. José I autorizou Marquês de Pombal a dar-lhe o destino que julgasse preferível, dentro do plano da reforma da Universidade.
Esta foi a primeira construção levantada em Portugal, e um das primeiras do mundo, destinada às Ciências da Natureza e à Experimentação.

Laboratório Químico

Encontra-se a nascente do Museu de História Natural e é obra do terceiro quartel do século XVIII. Projectado pelo arquitecto Guilherme Elsden, ocupa o espaço das antigas cozinhas do Colégio das Onze Mil Virgens. No interior há amplas e bem iluminadas salas com equipamento químico, hoje ocupadas por departamentos universitários.

Universidade de Coimbra

Foi à Universidade que Pombal dedicou maior atenção. Em 1772, a Universidade recebe solenemente da mão de Pombal os seus novos estudos. Estes configuram uma reforma radical no que toca às matérias ou aos métodos de ensino, que passam a ser orientados por critérios racionalistas e experimentais.
Assim, são criadas duas novas faculdades, a de Matemática, que se reconhece como base imprescindível ao progresso das ciências, e a de Filosofia, englobando os cursos de Ciências Experimentais, Física Experimental e Química.
Para apoio desta faculdade organiza-se um moderno e bem equipado laboratório de Química, cria-se um Jardim Botânico e um importante Observatório Astronómico.